terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

"Sim ou não ser"... eis a questão!

Sim ou Não? A pergunta era algo simples... a resposta ainda mais... ou talvez não! A decisão só por si já é complicada o bastante... mas no nosso pequeno país é praticamente impossivel! E não me refiro a convicções, ideais, valores, bom ou mau senso... o que é mesmo dificil, é ser Português!

Eu confesso que não sou um grande democrata... aliás, até sou é um pouco anarca (mas fui votar e não foi a primeira vez). O acto de votar tem muito que se lhe diga e as interpretações da escolha de votar, ou não, são geralmente "à escolha dos freguês"! Uns preferem achar que é apenas falta de interesse (e na maioria dos casos é mesmo), outros preferem achar que é a expressão máxima da reprovação do sistema actual. Eu era um dos ultimos... até ter descoberto que afinal há uma verdadeira utilidade em participar no acto de votar, seja em eleições ou em referendos!

É importante ir votar para sabermos se estamos vivos ou mortos!!!

Não, não se trata de resolver crises existênciais... é literal! É que neste ultimo referendo o meu cunhado (expressão nova! :) ) em vez de um boletim de voto foi presentiado com a seguinte exclamação: "Desculpe mas não pode votar! Você faleceu em Março de 2006!"

E agora? O que pensar? "Bati as botas e agora sou uma alma-penada que atormenta eleitores", "Isto é para os apanhados" ou "Que chatice... logo agora que o meu voto ia decidir tudo"!

Bem... o mais fácil mesmo é constatar que somos Portugueses e basta! E como não podia deixar de ser, não só o assunto não foi resolvido ali (nem ainda está!) como não o deixaram votar!

Agora a pergunta séria:
-Quem foi que deu autoridade a estes senhores (seja da mesa de voto ou da junta de freguesia) para retirar um direito constitucional a um cidadão que é obviamente alvo de um erro burocrático?

Deixo-vos, para concluir, com mais uma "teoria da conspiração":
-Quantos "mortos-vivos" terão ido votar?
-O que impede qualquer funcionário de uma freguesia partidariamente mais fanático de declarar uns quantos mortos antes de umas eleições se tiver uma boa ideia das suas orientações de voto e assim manipular os resultados?

domingo, 7 de janeiro de 2007

RGA

Para vos integrar no universo desta espécie rara que é o Abutre Nacional (actualmente com 6 espécimes adultos em actividade...) deixo-vos aqui um lamiré referente a um dia especial do mês - o dia 7 - Dia mágico da Criação.

Ao dia 7 celebra-se o nascimento dos Abutres, ao dia 7, se fazem as RGA (Reuniões Gerais dos Abutres).

Ao dia 7 paramos para reunir, comer, pensar, rir e trocar algumas das mais extraordinárias experiências pelas quais os Abutres, passam, esperam e desesperam...

No próximo dia 7, espero que já com um novo abutre recém-nascido, meu descendente, ao qual o grupo dará um nome, vou-vos contar a Estória do cartão de fidelização, que depois publicarei (não prometo prazos...)... Entretanto e até lá, vou esperando pelo meu abutrezinho e por mais cenas fantásticas da selva que nos rodeia e que teima em nos dar exemplos de que o reino animal circundante é mesmo idiota.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Boas festas... e cuidado ao voar baixinho!

Numa época que significa muita coisa diferente para muita "gente" diferente... não queria deixar de dar um pouco da minha visão da selva tuga, agora que recebe mais atenção dos media!

...não... não temos selva no sentido tropical... mas temos selva no sentido selvagem!

E sim, todos por lá andamos e todos temos comportamentos mais ou menos selvagens uma ou outra vez. Alguns são mesmo verdadeiros yahoos sobre quatro ou duas rodas desde que se sentam ao volante!

Mas não se julgue que é fácil classificar as diferentes espécies desta selva!? Seria um trabalho de meter medo a Darwin! Aqui, as espécies sofrem mutações a cada segundo que passa, a selecção natural pouco tem a ver com a sobrevivência do mais apto e nenhuma das regras da fisica/natureza se parece aplicar a estes seres vivos!

Descobri sim, do alto do meu poleiro (e por vezes durante os meus próprios baixos vôos), que é muito mais fácil classificar comportamentos e mutações do que as espécies em si! Sendo ainda um trabalho de investigação não concluido já consigo abranger uma boa parte das classes, e deixo-vos aqui alguns exemplos:

-Pirilampos : provavelmente a classe mais abundante; mutação caracterizada pela ausência de sinal de mudança de direcção; pode ser provacada por comportamentos diversos, tais como distracção, ignorância e ocultação do objecto por via anal, entre outros.

-Hemorróidas: uma classe em franco crescimento mesmo com fraca camuflagem e uma longa lista de predadores sedentos de sangue; mutação caracterizada pela constante equidistância às margens da via; é geralmente provocada por pavor a "rails", falta de jeito e/ou prurido anal quando roda sobre as faixas laterais.

-Cheira Cus: classe predatorial que considera os hemorróidas um luxuoso gourmet e os pirilampos um pitéu amargo; mutação caracterizada perda da noção espacial e irritação das "mucosas luminárias"; causas ainda desconhecidas ainda que estudos preliminares indiquem tendências suicidas, impulsos homicidas, drogas e/ou morte prematura de neurónios.

-Bailarinas: classe ilusiva sem razão aparente de existência; a mutação pode ter diversas caracteristicas ainda que sejam mais acentuadas durante trafego intenso quando é mais fácil de observar a constante mudança de direcção sem objectivo ou progressão aparente; as causas ainda são um completo mistério... no entanto encontramos fortes indicações de desorientação por inalação de gases de escape.

Agora, nada de penas arrancadas ou bicos partidos para viverem em grande mais um ano de abutres!

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Assim começa A Espera dos Abutres...

Dizem que quem muito espera desespera. Mas um Abutre? ...não me parece!

Essa virtude lhes pertence porque nesta selva há que saber se está estragado antes de dar uma bicada!
Os selvagens correm, pulam, agitam os braços, emitem grunhidos e caçam tudo o que lhes passa à frente. Um Abutre é civilizado o suficiente para observar distante e molhar o bico quando é mais oportuno. São um caso raro de inteligência por engano plantada neste planeta dos macacos.

Estes seres alados aqui usam a pena (mais forte do que a espada!) para partilhar a sua visão destas caçadas... quer tenham ou não molhado o bico depois da espera...